Metacognição: refletindo sobre a nossa aprendizagem relacionado ao Suporte Revista.
O suporte revista de Ângela Maria da Silva Souto e Vilma de Sousa aborda questões relevantes quanto à compreensão e à produção de textos , além de subsidiar o trabalho do professor quando se refere ao desenvolvimento da competência: Ler revistas, produtiva e autonomamente.
Ao manusear uma revista muitas vezes lemos alguns artigos, analisamos fotos sem considerá-la como um suporte textual,às vezes, como distração, passatempo ou até mesmo para nos informar, mas ao Ler este artigo direcionando nossa atenção aos recursos utilizados em uma revista ( cores, fontes,estilos variados de letra e disposição no papel), ressalta-se a riqueza de conteúdos da proposta que abordamos. Com a capa de uma revista explora-se uma variedade de recursos, pois a mesma tem como objetivo atrair o leitor , funciona como uma vitrine ou carta de apresentação da publicação e isso contribui de forma positiva para exploração do gênero em sala de aula.
Observa-se também que a revista traz componentes em comum com o jornal, como: sumário, índice, carta ao leitor, notícias, reportagens, entretenimento e entrevistas. São gêneros que podemos explorar e compará-los, uma vez que nossos alunos e até mesmo professores ,já se utilizam do jornal como suporte. Isso facilitará o entendimento de ambos, pois são constituídos por gêneros textuais do domínio discursivo jornalístico.
Quando se trabalha com suportes como revistas e jornais, percebe-se que o uso de recursos utilizados sobre o leitor são ferramentas marcantes para persuadi-lo, quando o mesmo se identifica com os tais. As chances de procura são maiores. Os textos escritos para revistas se direcionam a determinado público( mulheres ou homens ,estabilizados financeiramente, independentes – exceto revistas em quadrinhos), já os jornais circulam e chegam a todo público, pelo seu baixo valor de custo .
Uma abordagem significativa para o grupo, no texto Suporte Revista, é o fato de a autora ressaltar a objetividade como efeito de sentido nos textos jornalísticos. Os textos devem explicitar identificação das pessoas, do local, do tempo em que os fatos ocorreram; evitar o uso de palavras ou expressões com duplo sentido. O jornalista deve se comprometer com a verdade dos fatos e com a linguagem objetiva.
Ao mesmo tempo a autora aborda a as marcas de subjetividade que contêm os textos, marcas de valores e posicionamento, no momento em que queremos influenciar as pessoas. Ela diz: ” O sentido e o valor do que é dito depende de quem diz: a palavra de um cientista ou de um jurista famoso, por exemplo tem maior peso que a de um cidadão comum, que não é especialista”
Nota-se a necessidade do conhecimento ao redigir um artigo- é preciso aprender a ler nas entrelinhas, interpretar os indícios, descobrir quem está dizendo o quê, para quem, com que intenção – diz também a autora.
Estas palavras, em consonância com redigir, nada mais é que estar com os olhos da mente abertos para o mundo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
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